A construção de um píer com dois novos berços de atracação para navios de granéis líquidos, na Alemoa, em Santos, foi incluída na segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC 2. Com a proximidade das eleições presidenciais, o Governo Lula pretende deixar pronto ao sucessor o escopo de um novo plano para o setor de infraestrutura e começa a selecionar as obras prioritárias.
Um dos aparelhos será instalado na Avenida Xavier da Silveira, antes da rampa de subida do Viaduto do Paquetá
Segundo a Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), o ministro dos Portos, Pedro Brito, garantiu verba federal para o empreendimento.
Ontem à tarde, durante a reunião mensal do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, dirigentes da associação debateram o panorama do Porto de Santos. Entre os principais dados apresentados, a constatação de que 28% das embarcações aguardam 72 ou mais horas para atracar nos dois píeres da Ilha Barnabé. No Cais da Alemoa, a espera é ainda maior: chega a 40 horas.
O presidente do CAP de Santos, Sérgio Aquino, informou que a ABTL se dispôs a elaborar o projeto para novos píeres na Alemoa (um braço unido ao píer já existente, com dois berços) e na Ilha Barnabé (com três pontos de atracação, elevando a cinco a oferta naquela região). "A Codesp, inclusive, vê vantagem nisso, porque, se ela mesma fosse realizar o projeto, precisaria abrir licitação, o que levaria mais tempo", contou o presidente.
Contudo, apesar da necessidade latente de mais berços para movimentação de granéis líquidos no Porto, por ora somente os dois berços da Alemoa têm verba garantida no PAC 2. Os outros três serão incluídos na nova versão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais santista, que é preparada pela Docas e deve ser apresentada ao CAP para aprovação entre o final deste semestre e o início do próximo.
Para Aquino, o ganho é significativo, se considerado que a demurrage (taxa cobrada pela sobrestadia de navio em um porto) em Santos custa cerca de US$ 30 mil por dia.
ISPS
A Codesp finaliza em dez dias os ajustes no sistema do ISPS Code que permitirão que empresas informem o motivo pelo qual prestadores de serviço acessam o cais. Após isso, começará a fase de cadastro e inserção de dados.
Fonte : A Tribuna Digital
Data : 24/02/2010
SAMUEL RODRIGUES - DA REDAÇÃO
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